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    TEM SEMPRE UM EVENTO ACONTECENDO NA ÁREA DE CONDOMÍNIOS E AQUI VOCÊ FICA POR DENTRO DE TODOS

    Evite os erros que põem em risco a segurança do condomínio

    1. Falta de treinamento 

    Um treinamento eficiente dos colaboradores do seu condomínio é essencial para garantir que tudo funcione conforme planejado. Portanto, zeladores, vigilantes e porteiros devem buscar aperfeiçoamento constante para manter o condomínio em ordem e sem risco para os moradores. 

    2. Liberação de visitantes sem autorização 

    A segurança dos moradores é muito importante para garantir um clima agradável no condomínio. No entanto, a popularização dos aplicativos de comida trouxe uma nova polêmica para os síndicos resolverem: a entrega da encomenda na porta do apartamento. 

    3. Ausência de equipamentos de segurança 

    A violência é outro ponto que merece atenção em um condomínio. Para garantir que os moradores não sofram nenhum problema é fundamental investir em equipamentos potentes para garantir a segurança. 

    O porteiro tem mais qualidade em seu trabalho quando ele tem ótimos recursos para facilitar a sua rotina, entre os quais: as câmeras de segurança e sistemas que são capazes de controlar tanto a entrada quanto a saída de visitantes no condomínio.

    4. Falta de comunicados para os moradores 

    A segurança do condomínio não é uma responsabilidade somente do síndico. Pelo contrário, todos os moradores são responsáveis por esse item. Afinal, um condomínio em risco causa um grave transtorno para ambos, não é mesmo? 

    5. Falta de atenção do porteiro 

    Outra dica interessante é instruir o porteiro a ter um cuidado especial com o controle de entrada e saída de carros. Em um primeiro momento, essa dica pode parecer óbvia, mas um pequeno deslize pode abrir as portas para que uma pessoa desconhecida entre no condomínio. 

    Fonte: Casa +

    Nenhum condomínio pode restringir trânsito de cães-guia. Você sabia?

    Muitos moradores se incomodam com os vizinhos que criam animais de estimação alegando o incômodo causado por ruídos como latidos e miados ou dejetos deixados nos espaços compartilhados. Por isso, para evitar inconveniências e reclamações deste tipo, muitos condomínios recorrerem à decisão de proibir que os moradores tenham animais.

    Apesar dessa decisão ser apoiada por muitos moradores de condomínios, poucos sabem que é direito previsto por lei que os moradores tenham animais de estimação: todo condômino tem o direito de usar e fruir de sua unidade autônoma condicionado ao respeito das normas de boa vizinhança, de forma que não cause danos ou incômodos aos demais condôminos e desde que não a use de forma nociva ou perigosa ao sossego, salubridade e a segurança dos demais condôminos (Artigos 10º e 19º  da Lei 4591/64 e Art. 1.335 do Código Civil).

    Assim, devemos entender que manter animais em unidades condominiais é exercício regular do direito de propriedade (Artigo 1228 e seguintes do Código Civil), o qual não pode ser glosado ou restringido pelo condomínio. O limite ao exercício do direito de propriedade é o respeito ao direito alheio ou direito de vizinhança.

    Sobre a restrição de cães-guia

    A lei é ainda mais clara e incisiva no que diz respeito à restrição de cães-guias, pois o direito ao acompanhamento por um cão-guia foi oficialmente instituído em 2005, por meio da Lei nº 11.126, redigida pelo ex-senador Romeu Tuma: 

    “É assegurado à pessoa com deficiência visual acompanhada de cão-guia o direito de ingressar e de permanecer com o animal em todos os meios de transporte e em estabelecimentos abertos ao público, de uso público e privados de uso coletivo, desde que observadas as condições impostas por esta Lei”.
    O advogado Ricardo Mesquita, presidente da Comissão de Acessibilidade e Direito da Pessoa com Deficiência da Ordem dos Advogados do Brasil em Sergipe (OAB/SE), explica que o uso de cães (sejam os classificados guia, de acompanhamento ou assistência) é assegurado pela Lei Brasileira de Inclusão, que garante ao deficiente o direito de transitar com estes animais em qualquer espaço público, desde que o dono comprove a deficiência. 

    O advogado reconhece, ainda, que cada condomínio tem suas próprias regras, mas elas não podem em hipótese alguma contrariar a Constituição Federal nem demais leis de alcance geral aprovadas pelo Poder Legislativo dos respectivos Estados, Municípios e do Distrito Federal. 

    “O direito à acessibilidade é amplo e irrestrito, sendo obrigação de todos, do Estado, da sociedade, dos indivíduos e da família contribuir para a promoção da acessibilidade”, destacou o presidente da Comissão Temática da OAB/SE.


    Em quais situações o condomínio pode tomar alguma decisão arbitrária à criação de animais de estimação?

    É certo que algumas pessoas não toleram animais, assim como outras não toleram crianças. Há aquelas que ainda não toleram diversidade racial e religiosa, portanto, é papel do síndico trabalhar para que a política da boa vizinha seja sempre revisitada nas reuniões condominiais para evitar situações que se caracterizem como preconceito, implicância ou até mesmo perseguição.

    Dito isto, o condomínio só pode tomar alguma medida com ação judicial e pedido para o recolhimento ou retirada do animal quando este está causando demasiado incômodo ou é comprovado que está colocando em risco a segurança e a saúde dos condôminos. 

    Se um cachorro, por exemplo, late quando seu dono chega em casa ou quando está saindo para passear, esse comportamento não pode ser considerado um incômodo aos vizinhos. 

    Caso haja uma situação onde é comprovado que o dono não cuida devidamente do seu animal faltando-lhe com suas obrigações (vacinação, higiene, acompanhamento veterinário, etc) caracterizando maus tratos, o condomínio poderá entrar com uma ação para a retirada do animal. 

    O condomínio não pode, por exemplo, direcionar essa exigência para cães dóceis e de pequeno porte. Além disso, não pode obrigar condôminos a transitarem com seus animais pelas escadas, proibindo-os de os conduzirem pelos elevadores.  

    Outra norma que não pode acontecer é a proibição a visitantes de acessarem o condomínio acompanhados de animais. Ambas situações podem ser consideradas constrangimento ilegal, ensejando pedido de indenização por dano moral.

    É recomendável que o condomínio estabeleça regras para a boa convivência com os moradores que tenham animais de estimação como:

    • Quando passear pelas dependências do condomínio, o guardião do animal deve recolher os dejetos e providenciar a limpeza imediata do local;
    • O animal deve ser higienizado e livre infestações como pulgas e carrapatos e seu dono mantê-lo sempre vacinado por exigência de ordem sanitária;
    • Animais de raças consideradas perigosas ou que demonstram agressividade contra moradores ou outros bichos devem, obrigatoriamente, usar focinheiras. 

    Simples adequações no comportamento dos donos pode influenciar ou modificar o comportamento de seus animais e a convivência com os demais moradores, sendo desnecessários certos constrangimentos e situações inconvenientes.

    Fonte: Falando de Condomínio

    Dia das crianças COVID-19: Cuidados com os pequenos na comemoração

    São quase 200 dias de isolamento social e, pela primeira vez, muitos pais e filhos passarão o Dia das Crianças isolados em suas casas. Uma das opções para quem está cumprindo a quarentena é levar os pequenos para se distraírem nas áreas comuns do condomínio, como salão de jogos, piscinas e plays.
    De acordo com a Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (ABADI), mesmo que a reabertura desses espaços esteja sendo realizada gradualmente e que haja uma série de recomendações para evitar a disseminação do vírus, ainda é importante seguir alguns conselhos.

    Para Marcelo Borges, Diretor de Condomínio e Locação da ABADI, a informação ainda é a melhor arma contra a disseminação do vírus: “O Dia das Crianças sempre desperta a vontade de brincar, de estar com os amiguinhos, de usar os brinquedos das áreas comuns dos condomínios. Então, o síndico deve manter as medidas restritivas de utilização dessas áreas para conter o avanço e contaminação da Covid-19. O ideal é que ele se antecipe na orientação aos pais para que, apesar da data comemorativa, essas áreas não tenham aglomeração”, diz.
    Ele ainda ressalta que é necessário alertar aos pais que crianças menores de 10 anos não andem sozinhas nos elevadores e em áreas dos condomínios, a fim de evitar danos físicos e morais aos pequenos. “A parceria da administração do condomínio com os pais é muito importante”, analisa.

    A ABADI ainda reforça algumas medidas que devem ser adotadas, além das sugeridas pelos órgãos de saúde, como utilização de máscaras, álcool gel e respeito ao distanciamento, entre elas: a utilização do elevador deve ser individual ou apenas por membros da mesma família; recomendação de proibição do uso de personal trainer na academia e dependências de uso comum; atividades com uso individual por famílias devem ser pré-agendadas de forma a evitar filas e aglomerações (devem ser feitos por aplicativos ou meios de comunicação remoto, como telefone, e-mail ou WhatsApp).

    Em áreas de uso infantil como parques e brinquedoteca, o ambiente deve ser higienizado (pelo condomínio ou usuário) ao trocar a família de uso; e as piscinas devem funcionar com agendamentos ou escalas entre os moradores. Durante todas as fases, qualquer atividade e uso das áreas comuns no condomínio deverão ser restritos aos moradores, sendo proibido trazer convidados, sem exceções.

    Fonte: SíndicoNet

    Como vencer o desperdício em condomínio?

    O desperdício é um dos grandes vilões da administração, seja pública, de empresa ou de condomínio. É resultado da má gestão, falta de planejamento, uso de recursos materiais, naturais e até mesmo humanos acima do necessário. Mas é possível rever as condutas administrativas, assim como as culturais (relacionada aos moradores) para melhor aproveitar a verba proveniente das cotas, em um gerenciamento economicamente e ambientalmente sustentável. E é no começo do ano o período ideal para adequar ações e rotinas.

    O administrador e professor da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Alexandre de Sá Oliveira, ensina que o síndico pode espelhar sua atuação em boas práticas desenvolvidas em empresas. “Administração é uma prática genérica, se aplica para tomar decisões sobre as melhores maneiras de alocar recursos para um determinado fim, vale para empresa, setor público ou condominial”, explica.

    Como qualquer administrador, o síndico deve ter como meta reduzir custos, sem diminuir a qualidade. Para adquirir algum produto ou serviço, geralmente as convenções preveem a necessidade de fazer três orçamentos. Mas, segundo Oliveira, isso não significa que deve-se escolher inexoravelmente o mais barato, pois, caso não haja qualidade, pode ser necessário retrabalho, o que sai mais caro.

    “Às vezes, a melhor opção é a de valor intermediário, por aliar custo-benefício”, ressalta Oliveira. Nesses casos, o professor orienta ao síndico pedir apoio do conselho fiscal para avaliação e, assim, evitar questionamentos. Nos grandes investimentos, que geralmente exigem assembleia, o desafio do gestor condominial é esclarecer aos condôminos sobre a necessidade de considerar os dois quesitos.
    Uma gestão eficiente de recursos humanos contribui para a economia do condomínio. Nesse sentido, a escolha de modelos de contratação conforme a necessidade também faz a diferença. “Caso os salões de festas forem muito usados em um prédio, pode-se contratar uma funcionaria intermitente para trabalhar apenas aos fins de semana, possibilidade advinda da reforma da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho)”, exemplifica Oliveira.

    Conforme o presidente da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (Aabic), José Roberto Graicche Júnior, os gastos com mão de obra representam até 60% do orçamento. Para enxugar esses custos, “é importante ter uma escala de trabalho bem organizada para evitar horas-extras desnecessárias”, recomenda o advogado.

    Manutenção e revisão de contratos

    A manutenção do espaço e equipamentos é um dos itens que mais mexem na variação do orçamento. “Uma boa manutenção preventiva evita a necessidade de intervenções profundas e de maior desembolso”, esclarece a engenheira civil e professora do curso de Arquitetura da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Lisiane Ilha Librelotto. Ela adverte que o serviço deve ser sempre acompanhado por profissionais capacitados e credenciados junto aos órgãos competentes

    Entre as ações preventivas, de acordo com Librelotto, estão atividades de limpeza, repintura, inspeção de tubulações, acompanhamento do consumo de água e energia. Elevadores e bombas também merecem atenção. Para aliar a sustentabilidade econômica com a ambiental, “sempre que possível, deve-se optar por materiais de menor impacto ambiental (mais naturais), com menos energia incorporada e menor emissão de CO2 no processo de fabricação”, orienta a professora.

    No geral, é importante o síndico fazer pelo menos uma vez por ano uma revisão de orçamento para detectar e eliminar gastos supérfluos e conferir se os contratos estão adequados ao valor de mercado. O presidente da Aabic observa que nos últimos tempos os condomínios passaram a “se preocupar mais em ter um maior controle das contas para evitar uma taxa condominial muito alta, pois interfere no valor de mercado do imóvel e nas condições de negócios das locações”. Assim, além da guerra contra o desperdício poder gerar uma sobra para reverter em melhorias ao prédio, também colabora para manter o equilíbrio nas quotas.

    Apoiar-se em assessorias reduz custos

    Ao buscarem uma gestão sem desperdícios, há muitos síndicos que se perdem e acabam por gerar o efeito oposto. É o que diz o advogado de São Paulo especializado na área condominial Alexandre Callé. Isso ocorre quando optam por economizar sem levar em conta a responsabilidade técnica necessária (muitas vezes, obrigatórias) para execução de atividades ou serviços em condomínios, decisão tomada muitas vezes sob pressão dos condôminos que desejam taxas mais baixas, mas não entendem a responsabilidade de administrar um prédio.

    “Um condomínio precisa da assessoria de engenheiro, contador, advogado e até de um RH (recursos humanos), caso tenha muitos funcionários. O síndico não pode dar uma de super-herói, querer fazer tudo, mas se valer de bons profissionais. Caso contrário, o barato sai caro”, avalia Callé, que é palestrante e articulista em jornais da área.

    Segundo Callé, um contador contribui na conferência do recolhimento de impostos, pois atrasos podem resultar em dívidas enormes. Na questão jurídica, o condomínio precisa ser bem assessorado, existem os quóruns qualificados (exemplo: obras voluptuárias), que muitas pessoas e síndicos têm dificuldade de compreender. Assinaturas de contratos de grandes montas financeiras, como modernização de fachada, precisam de um apoio para verificação do contrato e idoneidade da empresa. Esses cuidados podem evitar prejuízos.

    O advogado recorda do caso de um condomínio ao qual a poda drástica de 13 árvores, por descuido, resultou em uma multa de R$ 130 mil. “O síndico pediu para o ‘seu Zé’ fazer o serviço e não deu certo. Se tivesse contratado um engenheiro ambiental, este saberia da necessidade de homologar o projeto na prefeitura e o quanto das plantas poderia ser podado”, ressalta Callé.

    Enxugar os estoques mantém mais dinheiro em caixa

    Outro ensinamento da área empresarial que cabe trazer para o meio condominial é o conceito de manufatura enxuta, filosofia japonesa criada para eliminar desperdícios. Muito aplicada em logística, pode contribuir para economia relacionada à aquisição de produtos e operacionalização de estoque em condomínios.

    O professor de Logística e Gestão de Materiais do curso de administração empresarial da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), Felipe Gontijo, observa que comprar grandes quantidades de produtos não vale a pena, salvo se houver desconto. “O dinheiro gasto poderia ser utilizado de outras formas ou ser mantido em caixa, o que é importante para casos de emergência”, observa.

    Pela manufatura enxuta, ter um grande estoque é um problema porque o material pode se perder no caminho ou, devido à abundância, pode ser utilizado de forma indiscriminada. Assim, deve-se levar em conta a frequência de uso e a disponibilidade do produto no mercado para planejar a quantidade a ser comprada. Material de limpeza, por exemplo, é algo de fácil acesso, por isso não precisa de grande estoque. Caso falte, pode-se encontrar do mercado à distribuidora.

    Situação clássica de desperdício está relacionada às obras. Segundo o professor da Udesc, geralmente a compra é má dimensionada. Para evitar as sobras, é importante que o engenheiro civil ou arquiteto faça um gerenciamento do fluxo da obra. Não deve comprar tudo de uma vez. “Se ainda está na fase do fundamento, não precisa comprar as telhas”, observa.

    Conforme Gontijo, a melhor estratégia é ter um bom fornecedor. Desse modo, se transfere o esforço gerencial do estoque para a empresa. “O condomínio pode manter a fidelidade e, como moeda de troca, pedir desconto e ter garantia de disposição maior de produto em caso de imprevisto”, comenta.

    Gargalo por conta da inadimplência

    Uma fonte perigosa de desperdício é a inadimplência. Além de sobrecarregar quem paga as contas em dia, caso não haja a cobrança em cinco anos, cai na prescrição, ou seja, perde-se o direito de exigir o pagamento. Nessa situação, o síndico pode ser responsabilizado.

    Segundo o presidente da Comissão de Direito Imobiliário da Ordem dos Advogados do Brasil de Minas Gerais (OAB-MG) e vice-presidente da Comissão Especial de Direito Imobiliário da OAB Federal, Kênio de Souza Pereira, não são poucos os casos de grandes prejuízos, para mais de R$ 100 mil, por conta da prescrição. “Acaba que os apartamentos são desvalorizados em razão de quotas de condomínio elevadas, que poderiam ser menores, caso a inadimplência fosse combatida de forma técnica”, afirma Pereira.

    Para vencer a inadimplência, o representante da OAB orienta a atualização das convenções. Conforme Pereira, mais de 90% delas seguem regras ultrapassadas, com juro de 1% ao mês e multa moratória de 2%, penalidades considerada por ele irrisórias.

    Ao elaborar uma nova convenção, é importante contar com o apoio de um profissional da área jurídica. “É ignorado pela maioria da população que os Tribunais de Justiça Estaduais e o Superior Tribunal de Justiça confirmaram ser legal a cobrança de juros de até 10% ao mês no caso do atraso da quota de condomínio e que diante da inadimplência contumaz é possível que o devedor seja punido com a multa de 500% do valor da quota, graduada conforme a convenção, com base no artigo 1.337 CC”, revela Pereira.

    Economia de recursos beneficia contas e meio ambiente

    O dinheiro vai pelo ralo nos condomínios também com contas altas de luz e água. Nesse caso, o desperdício, além de mexer com o bolso dos condôminos, gera impactos à natureza e prejudica o futuro das novas gerações. Aqui a solução requer um modelo de gestão comprometida com a sustentabilidade econômica e ambiental.

    A professora do curso de Arquitetura da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Lisiane Librelotto observa que o problema do desperdício de recursos naturais se manifesta em toda a sociedade, mas nos condomínios assume maior peso por ser o local de moradia de grande número de pessoas. Segundo ela, o modo de consumo (devido ou exagerado) é proporcional ao grau de envolvimento e conscientização dos condôminos. “O desperdício de recursos em condomínios compreende o que usualmente se desperdiça nos lares brasileiros, acrescido de problemas de gestão da água, da energia, de manutenções, de resíduos, de bens de consumo direto e de bens móveis”, avalia Librelotto.

    O uso desnecessário de energia elétrica (que influencia diretamente na água, por ser proveniente de hidrelétrica) pode ser gerado por diversos fatores, como duplicidade de chamadas nos elevadores e utilização de lâmpadas comuns nas áreas externas (ao invés de led). Entre as medidas que podem reduzir o consumo estão: sensores de presença, elevadores inteligentes, geração de energia própria (painéis fotovoltaicos e energia eólica), vidros eficientes para regulagem da entrada de luz, além de coberturas com jardins, fachadas ventiladas e isoladas termicamente.

    Em relação à água, o desperdício, para além do consumo inconsciente por parte dos moradores e funcionários, pode estar associado a vazamentos em tubulações, torneiras e válvulas de fluxo (em edificações mais antigas). Na busca por economia, “a inspeção para detecção de vazamentos, uso de caixas de descargas com botões separadores por uso, medidor de água individual para a unidade habitacional, captação e aproveitamento da água da chuva para lavagem de áreas comuns, são estratégias que podem ser utilizadas”, aponta a professora.

    Fonte: CondomínoSC

    Sistema hidráulico: uma eterna preocupação dos síndicos

    É muito difícil achar um síndico que nunca tenha enfrentado algum tipo de problema com o sistema hidráulico do condomínio, tanto nas áreas comuns quanto das instalações nas unidades. E nesses casos não importa o tempo de construção do prédio, já que empreendimentos antigos e novos estão sujeitos a ter algum tipo de complicação como entupimento do sistema de esgoto, anomalias na pressão da água ou rupturas de conexões.

    A lista de possibilidades é gigante e, além de causar muitos aborrecimentos, gera custos extras para os condomínios, uma vez que taxa de água está entre as maiores despesas de edifícios que não possuem hidrômetros individuais.

    Além do custo financeiro, contratempos com a parte hidráulica lideram o ranking dos problemas que mais geram confusão entre moradores e administração. Sendo que, segundo o engenheiro paulista Roberto Boscarriol Júnior, consultor especializado na área, o maior número de reclamações entre aqueles que dividem paredes com outras pessoas está relacionado aos mais diversos tipos de vazamentos. Ele destaca que vistorias regulares e substituições de vedantes, anéis e regulagem de válvulas fluxíveis, nas unidades e áreas comuns, já deveriam ser uma prática incorporada na rotina de todos os edifícios.

    “Assim como o corpo humano que necessita de ‘revisões’, as edificações também sofrem um desgaste natural, que acarreta a necessidade de manutenção periódica e sistemática de todos os seus itens. A negligência ou reformas inadequadas podem comprometer ainda mais a estrutura”, avalia.

    De acordo com o engenheiro civil Sérgio Augusto Becke, membro da diretoria do Instituto Catarinense de Engenharia de Avaliações e Perícias (IBAPE-SC), as estruturas de um edifício têm um prazo de vida útil e esse tempo está condicionado ao tipo de material utilizado e às condições de uso. Por exemplo, a durabilidade do PVC é de 60 anos, podendo chegar a 100 anos se conservado de maneira adequada. Já para os tubos metálicos, indicados para a rede de incêndio ou em edifícios altos, que necessitam de uma maior resistência para suportar a alta pressão da água, o tempo varia de 12 a 18 anos. Enquanto que os de cobre, ideais para a condução de água quente pela estabilidade química, podem chegar a 80 anos – se não expostos a componentes corrosivos.

    “Nas edificações antigas é comum fazer a troca da tubulação hidráulica e substituir a canalização, sendo que o PVC é a melhor opção quando o material anterior não está funcionando muito bem e a instalação não ficará exposta ao fogo. Essa é uma atitude normal de manutenção, pois a deterioração danifica ainda mais essa parte que não resiste às movimentações térmicas e às intempéries. Já nas edificações novas, vale lembrar que devemos nos ater ao manual de uso passado pelas construtoras na entrega do imóvel, que também inclui algumas recomendações para os moradores”, pontua. Entre elas, o especialista destaca não jogar óleo ou objetos pelos ralos, não furar as paredes antes de verificar o posicionamento dos tubos, evitar apertar em demasia registros e torneiras e sempre utilizar mão de obra especializada para a troca de peças.

    Há algo de errado?

    O sinal mais evidente de que alguma coisa não vai bem é o vazamento. Só que isso só será possível identificar a olho nu quando já houver um problema mais grave. E a missão de todo síndico é escapar de situações assim. Por isso, a importância de manter as verificações periódicas em dia e evitar o reparo que só é acionado quando a situação já está crítica e o gasto com o conserto acaba sendo alto.

    Segundo o engenheiro e analista de instalações hidráulicas, Diogo Rodrigo da Cunha, para minimizar estragos e evitar dor de cabeça, existe uma série de equipamentos e técnicas modernas que auxiliam na identificação de vazamentos ocultos. Entre eles, destaque para Geofones Eletrônicos, Câmeras Térmicas, Detectores de Umidade, Câmeras de Vídeo Inspeção (endoscopia em tubulações), capazes de auxiliar na localização através de métodos não destrutivos, determinando com grande precisão o local exato do problema.

    “Quando há um aumento no consumo de água sem explicação, ou uma infiltração, a tecnologia nos ajuda a encontrar o problema sem a necessidade da quebra de pisos e paredes, mostrando com rapidez e eficiência o ponto exato do vazamento”, explica.

    Além disso, ele destaca como fundamental dar atenção a alguns sinais que muitas vezes são ignorados, como barulhos diferentes na moto-bomba e trincas no piso e paredes, que podem ser resultado do movimento das tubulações de água quente que costumam dilatar e essa variação térmica produz um esforço na estrutura e nos canos. Principalmente quando não há o espaço necessário. Outro ponto que merece atenção é pressão máxima de operação dos equipamentos hidráulicos em prédios mais altos, que não pode passar de 40 mca. O excesso de pressão nas tubulações pode causar o ‘golpe de aríete’, ou até mesmo seu o rompimento. A dica nessas situações é utilizar válvulas redutoras de pressão ou ainda reservatórios de água intermediários.

    Cuidados de uso e manutenção rotineira

    • Verifique o funcionamento das bombas de recalque (de água potável, incêndio, esgoto, ou de águas pluviais), submersas (esgoto e águas pluviais)

    • Teste, com todas as torneiras e registros fechados, se o hidrômetro continua rodando. Isso indica a presença de vazamento

    • Verifique vazamentos nas torneiras e registros, inclusive chuveiro. Além disso, confira se há algum defeito de acionamento na válvula de descarga

    • Confira se há trincas internas ou afundamento nas laterais das caixas de esgoto em terreno natural

    • Verifique a estanqueidade das tubulações, isolamentos de água quente e se as tubulações de cobre apresentam oxidação

    • Certifique-se se há a formação de calcário nas saídas dos tubos na caixa d’água superior, indicando a presença de vazamentos

    Fonte: CondomínioSC

    Saiba quais itens de segurança são obrigatórios em todos os condomínios

    Condomínios com mais de uma notificação podem ser multados.

    Na segunda-feira (24), o Corpo de Bombeiros de Maranhão (CBMMA), iniciou uma grande operação de vistoria em condomínios residenciais na região metropolitana de São Luís.

    Esse tipo de trabalho é realizado durante todo ano e tem como objetivo prevenir possíveis incêndios em condomínios. Durante a operação, é feita uma vistoria minuciosa em todos os equipamentos de segurança presentes no local. Vale relembrar que todo material deve passar por manutenção mensal ou semanal e é responsabilidade do síndico contratar uma equipe especializada para cada um deles.

    Durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira (28), o Coronel do Corpo de Bombeiros, Célio Roberto reforçou a importância da parceria dos moradores com o órgão, para realizar denúncias caso o condomínio em que a pessoa esteja morando não esteja com todas as regulamentações em dia.

    Mas você, morador de condomínio, sabe quais equipamentos de segurança são obrigatórios? Separamos uma lista com os principais itens, aproveite e faça um checklist no local onde você mora. Se encontrar alguma irregularidade uma equipe do Corpo de Bombeiros deve ser acionada.

    Itens de segurança que condomínios precisam ter em caso de incêndio:

    Extintores, mangueiras e hidrantes

    Esse material deve passar por manutenção anualmente. Todos os hidrantes do local devem estar com a mangueira corretamente enrolada e conter bico e chave “storz”. Todos devem ter o selo do INMETRO.

    Porta corta-fogo

    Esse é um dos itens de segurança mais importantes em caso de incêndio, a porta corta-fogo vai garantir a saída segura dos moradores em caso de incêndio.

    Essa portas não devem ficar trancadas, desobstruídas e fechar sozinhas após ser aberta. A porta corta-fogo deve passar por manutenção a cada seis meses.

    Seguro

    Você sabia que todo condomínio é obrigado por lei ter uma cobertura contra incêndios? Mas para poder receber o benefício é necessário que o local esteja cumprindo com todas as suas obrigações legais.

    Escadas

    As escadas devem estar sempre totalmente desobstruídas e não deve ter nenhum tipo de portão ou portas nas escadas.

    Os corrimãos devem ser contínuos e na altura adequada exigida pelo corpo de bombeiros. O sistema de iluminação de emergência deve ter manutenção em dia.

    Fonte: O Imparcial

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